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Sobre a coleção marca d'água

Foto do escritor: Mariana Filipe
Mariana Filipe
há 6 dias
1 min de leitura

Uma relação entre matéria, memória e gesto.


Esta exposição aconteceu durante a 3ª edição da Lisbon Design Week em 2024 e reúne uma série de tanques em cerâmica e os panos de algodão usados no seu processo de construção.

Mais do que ferramentas de trabalho, estes panos tornaram-se testemunhos silenciosos do gesto - guardam as marcas dos cortes, o peso do barro, o movimento das mãos.


A exposição propôs um olhar sobre o que fica: os vestígios do fazer, a memória do trabalho, e a água como elemento transversal - presente no processo cerâmico, nos tanques de outrora e na fluidez do tempo.



Os tanques de lavar a roupa foram, durante décadas, elementos centrais da vida doméstica e comunitária, especialmente em meios rurais. Presentes nos quintais das casas ou em lavadouros públicos e eram muitas vezes construídos junto a nascentes ou poços.

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Para além da sua função prática, os lavadouros eram também locais de encontro e partilha entre mulheres, onde se trocavam histórias, saberes e notícias da terra. Com o tempo, e a chegada das máquinas de lavar, os tanques caíram em desuso, mas permanecem como símbolo de um modo de vida mais ligado à terra, ao esforço manual e à convivência comunitária.



 
 
 

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